terça-feira, 30 de março de 2010

A disciplina escolar e os currículos de Geografia

Resenha crítica:

PONTUSCHKA, Nídia. A disciplina escolar e os currículos de Geografia.



No capítulo vigente, o autor contextualiza de forma minuciosa toda a conturbação sofrida pelos ensinos de história, assim como o de geografia, na década de 70, devido à criação dos Estudos Sociais e a eliminação gradativa das, até então, disciplinas curriculares.

O capitulo está organizado em quatro subcapítulos.

Primeiro subcapítulo: Estudos Sociais nas Escolas Vocacionais e no Colégio de Aplicação. Neste primeiro momento, o autor expõe a dicotomia entre a nova proposta implantada, com sucesso, nas Escolas Vocacionais e no Colégio de Aplicação, e o novo modelo introduzido nas redes regulares de ensino.

Segundo subcapítulo: Repercussão da Lei 5.692/71 nos cursos de formação docente. Este subcapítulo mostra como os geógrafos brasileiros receberam essa medida, e conseqüentemente o que o MEC fez para rebater as intensas críticas.

Terceiro subcapítulo: O movimento de renovação da Geografia nas Escolas. O autor faz uma breve analise da situação educacional vivida na década de 80 e do surgimento do movimento de renovação da Geografia, que muito embora, os esforços fossem centrados na melhoria da qualidade do ensino, o processo de mudança estava ocorrendo de forma lenta devido às precárias condições de trabalho oferecidas pelas escolas.

Quarto subcapítulo: Propostas curriculares para o ensino de Geografia: breve histórico. Neste quarto e último subcapítulo, é exposto o contexto histórico da elaboração das propostas curriculares de Geografia, e de como estes deveriam ser inseridos nas escolas e nos planos de aula dos professores. O autor ainda nos mostra que as mudanças estabeleceram “frutos” para a discussão da Lei de Diretrizes e Bases – LDB de 1996.

Diante o exposto foi possível verificar o quanto a Educação brasileira sofreu de transformações durante a história. Porém, um dos pontos marcantes nesse contexto é o modelo imposto aos ensinos de história e geografia, definido pela Lei 5.692/71, onde tais disciplinas deveriam ser substituídas pelos Estudos Sociais. Desta forma, fica claro e evidente que tal proposta tinha como objetivo a centralização do poder governamental, e o alienamento dos educandos, pois, como vimos no texto, o ensino deveria ser voltado para o estudo das ideologias políticas, econômicas e sociais vigente na época. Afinal a compreensão era de que o desenvolvimento do país vinculasse a formação de profissionais técnicos não-libertadora. Em conseqüência disso, hoje, os alunos sofrem e são desmotivados a interpretar a Geografia em sua plenitude, pois o ensino ainda “carrega” resquícios de uma metodologia clássica.

Resenha crítica elaborada por: Elmo Freitas de Oliveira. O mesmo é acadêmico do V período do curso de Licenciatura em Pedagogia pela Faculdade Escritor Osman da Costa Lins (FACOL), e estágiario do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologa (IF PE- Campus Vitória de Santo Antão - PE).

2 comentários:

Amós Barros Web Designer disse...

Sou péssimo em Geografia.
rsrsrsrsrssrsrsrrsrsrsrs

juliana disse...

era o qeu tava procurando!
vlew!
abs!

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